Ranchos de Vila Nova de Monsarros
Entre os anos de 1928 e 1935 houve dois grupos etnográficos
Grupo Cascais
A maior, tinha um grupo teatral e um rancho. O seu espaço de trabalho localizava-se a poucos metros do Chafariz de Cascais. O “Clube” era o palco dos ensaios da colectividade, local agora ocupado por um edifício particular.
O rancho chegou a atingir bastante fama, especialmente pela marcha “Beneficente és da Bairrada”.
Para melhor se compreender, na actualidade, o sucesso de outrora, veja-se a letra do refrão da afamada música:
“Beneficente és da Bairrada
És da Bairrada
Diz a toda a gente
És a flora mais delicada!
De esperança e amor
Dizem da perfeição
Da nossa alma em flor
Beneficente!
Astro de intensa luz
Que ilumina a nossa terra!
Tem aspecto tão brilhante
E um sorriso permanente
Do grupo beneficente!
Num sonho de ventura
Doce como a ilusão
Sonha o mundo ouvido
Os versos desta canção!
Falai ao mundo inteiro
Neste rancho delicado
Mas dizei-lhe que em primeiro
Foi por Deus abençoado!”
Grupo de José Almeida
Apesar de várias insistências não consegui saber o nome deste grupo. Se você que está a ler souber, contacte-me e diga a designação. Agradecia.
O seu espaço de convívio e ensaios ficava junto ao Largo dos Carreiros, concretamente numa adega da propriedade de Ricardo Ruas. A colectividade teatral nasceu em cada participante, nas fortuitas actuações que faziam.
Fim das rivalidades
Cerca de uma década depois de terem encetado, os grupos terminaram. No entanto, o teatro seguiu
Nestas peças actuaram, entre outros, Maria Luísa Eugénia, Maria Esteves, Olívia Abrantes, Manuel Cosme, Manuel Raposo e Manuel Chula. Após a fogosa época, o teatro decaiu, em 1953 voltou a ganhar vida com várias peças, entre elas “Acto de Variedades”, com Elisa Esteves no principal papel, interpretando a música “Cavalaria Rusticana”.
Inv. por: Mário Matos



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